Construção de torre de telefonia celular em Guaratinga causa impasse
Reuniões, audiência pública e uma forte mobilização da sociedade civil têm ocorrido nos últimos dias em Guaratinga, desde que a prefeitura embargou pela “inexistência de Licença de Construção”, a instalação de uma torre de telefonia celular da empresa Claro.
O embargo foi imposto no dia 27 de junho, e a partir daí, moradores do bairro Novo Horizonte – onde a torre está sendo construída - passaram a questionar a implantação da antena. De lá para cá, o assuntou repercutiu em toda a cidade.
Os moradores do bairro alegam que a antena, caso venha a ser instalada em plena área urbana, pode causar doenças, como o câncer, do que não há comprovação, porém, relatam que já há registro de casos ocorridos em outros países, como na Itália.
A Secretaria de Meio Ambiente está exigindo da empresa a apresentação de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), o que é previsto no Código Municipal de Meio Ambiente.
Enquanto o embate entre a Networker Telecom, empresa responsável pela montagem da torre e a população acontece, a administração municipal age como mediadora, tendo promovido uma reunião e uma audiência pública, oportunizando às partes discutirem o problema, na busca de uma solução. Porém, nas duas oportunidades, não houve a menor possibilidade de acordo.
No âmbito do Conselho Municipal de Meio Ambiente, a situação está sendo tratada da seguinte forma. Querem os conselheiros, que a torre seja instalada fora do perímetro urbano.
Também o Ministério Público entrou na discussão. Na quinta-feira (14),, o promotor de justiça Rodrigo Coutinho ligou para o presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Adalberto Oliveira Silva, marcando uma reunião para a próxima segunda-feira, com três membros do conselho, para tratarem do assunto.
O secretário de Meio Ambiente, Justiniano das Virgens, vê com preocupação essa situação. “Não temos nenhum estudo que prove haver o perigo da radiação gerada pela antena provocar danos à saúde humana. A empresa afirma não haver esse risco, mas a população teme. Diante dessa situação, pedimos o estudo de impactos, que é previsto na legislação municipal, enquanto isso, estamos procurando obter subsídios que possam nos ajudar a resolver esse impasse”, afirma o secretário.
Por: Teoney Guerra /Foto: Estevão Silva